Estamos aqui, são e salvos. Mais salvos do que sãos.
O que é que acontece comigo quando chego em São Paulo. O que é esta coisa que acelera o coração, esta sensação de que estou atrasa para alguma coisa, que eu deveria estar correndo e não andando, trabalhando e não blogando.
Ainda não encontrei a inspiração para escrever o que estou sentindo. Felicidade, emoção, ansiedade, pressa?!
Estou em outro ritmo, e assim quero permanecer, mas a minha "memória muscular" de São Paulo parece estar procurando o gatilho para vida corrida e sem tempo. Me atrapalho no banho do Pedro, no fazer a comidinha. Desmaio com o preço das coisas! O que significam os preços dos supermercados?! Como assim R$14,00 uma mini lata de leite em pó?! (isto para a mais barata que encontrei!)
Não encontro as coisas na minha própria casa, o barrulho das freadas dos ônibus me atordoam. As janelas anti ruído fazem a gente assar dentro de casa, a solução é deixar o vento e as buzinas entrarem...e não vou reclamar do calor!
Saber que estamos próximos daqueles que amamos traz um conforto enorme. Ouvir nossa língua e os ensaios da Pérola Negra na esquina de baixo fazem o Pedro sorrir e é só isto que eu preciso agora!