Nas primeiras semanas o mais difícil foi passar o dia todo fechada em um mesmo lugar, sem sentar no chão, sem trocar fralda, sem carregar 10kg o dia todo no braço esquerdo, sem sentir aquele cheirinho... E a fome?! Cadê os restinhos de bolacha, maçã, sopinha e leitinho para eu petiscar o dia todo?
Mas e a culpa? Até agora teve não! Tem dias que bate uma saudade absurda. Ligo, recebo fotinhos do berçário, respiro fundo e logo chega a hora de estarmos juntos novamente. Já teve o dia de sair correndo no meio do expediente para buscá-lo no por conta de febre. Já teve o dia de pedir para o marido trabalhar em casa pois não poderia faltar de uma reunião importante e o pequeno estava com suspeita de conjuntivite. Mas tudo deu certo, e sério, não teve culpa alguma.
Estudar, escrever, aprender, ensinar, me arrumar para sair de casa, conversar com queridos amigos todos os dias tem me feito um bem danado. Tenho me esforçado para cumprir o propósito de não perder o equilíbrio entre o pessoal e profissional. Resultado: nunca estive tão motivada profissionalmente.